Por Marc Dessein ·

Alimentos inflamatórios: o que está por trás da barriga estufada

Você come melhor do que antes. Se esforça. E mesmo assim alguma coisa não encaixa. Um cansaço que não passa, uma barriga que estufa depois das refeições, energia em montanha-russa, vontade de doce no fim do dia. Você não está sozinha, e isso não tem nada a ver com força de vontade.

Ao longo dos anos, acompanhei centenas de pessoas. Por trás desses sintomas espalhados, quase sempre aparece o mesmo fio condutor: uma inflamação de baixo grau, silenciosa. Ela não dói. Ela cansa, bagunça a digestão, confunde a fome e o sono.

Por que a barriga estufa

Uma inflamação útil, como a de um corte no dedo, para sozinha quando o trabalho termina. O problema é quando o sinal não desliga mais. Aí ela chega no intestino. A parede fica mais permeável, fragmentos mal digeridos passam por onde não deviam, e o sistema imunológico reage.

A barriga estufada é um dos primeiros sinais desse estado. E uma vez instalada, a inflamação se alimenta sozinha: o corpo fica menos sensível à insulina, a glicemia fica instável e a fome deixa de ser um bom guia.

O que vai para o seu prato alimenta esse ciclo. Ou quebra ele.

O óleo que está em todo lugar

Os óleos vegetais industriais são uma das peças mais importantes. Muito ricos em ômega-6, quase sempre refinados e aquecidos várias vezes, eles produzem compostos oxidados que alimentam a inflamação. Estão nas frituras, nos molhos e em quase todo prato pronto.

Os ultraprocessados vão no mesmo sentido. Emulsificantes, alguns adoçantes e conservantes empobrecem a microbiota e deixam o intestino mais permeável. E o álcool aumenta a inflamação, desidrata, atrapalha o sono e traz as vontades de volta no dia seguinte.

Isso é só uma parte. O Reset Totem trata de outros grupos, alguns que você nunca desconfiaria porque sempre foram vendidos como saudáveis.

O caso do milho

O milho mostra que nem tudo é preto no branco. O lugar dele no reset não é o que você imagina, e o guia explica por quê.

É esse tipo de detalhe que separa uma lista genérica da internet de um método que funciona no seu prato.

A culpa não é sua

Se você cede apesar de todas as boas intenções, não é por acaso. A indústria tem até um nome para a mistura perfeita de açúcar, sal e gordura que dá vontade da próxima mordida: o “bliss point”. Ele não existe na natureza. Foi criado em laboratório.

A indústria também aprendeu a falar a língua da saúde. Zero açúcar, rico em fibras, fonte de ômega-3, vegetal, sem glúten. Esses selos tranquilizam, mas não dizem nada sobre o quanto o produto é processado. Dá para vender um iogurte adoçado com xarope de agave como probiótico, ou uma barrinha com seis tipos de açúcar como lanche fitness.

Você não é fraca. Você está exposta.

Tirar antes de acrescentar

Os Hadza, na Tanzânia, são um dos últimos povos caçadores-coletores. Sem cereais cultivados, sem produtos processados. A microbiota deles é muito rica, e as doenças metabólicas crônicas são quase ausentes. A ideia não é viver como eles. É entender que o seu corpo ainda funciona pelas mesmas leis.

A gente não força o corpo a melhorar. A gente tira o que impede ele de melhorar. E nada do que sai está condenado para sempre. O método serve justamente para você descobrir o que funciona para você.

O Reset Totem não é uma dieta. Não conta calorias. Ele traz o caminho completo: o que sai, o que fica, em que ordem e como observar o que muda. O guia custa 12 €, ou vem na Biblioteca completa com os sete guias por 39 €.

Quando sou eu que escolho o que vai no meu prato, fico nesses alimentos. Não peço que você faça o mesmo.

Seu corpo sabe se reparar. Basta dar a ele essa chance.

Este artigo é informativo e não substitui orientação médica.

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